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Branding e identidade visual: dicas do Grande Circular

Profissionais do escritório Grande Circular falam sobre projetos pautados por funcionalidade, beleza e criatividade. Confira uma entrevista com os sócios.

  • Entrevista

Vamos falar de design gráfico? Movido pela vontade de encontrar soluções adequadas para cada projeto e de empoderar seus clientes com um entendimento básico de design, o escritório Grande Circular, referência brasiliense em design gráfico com destaque nacional, defende projetos pautados por funcionalidade, ordem, beleza e criatividade.

 A nossa dica é encarar o design gráfico como parte fundamental do começo do negócio, e não como algo supérfluo, em que só se investe se tiver sobrado dinheiro. 

O pouco tempo de trabalho contrasta com a cartela de clientes conquistada com entregas de qualidade e projetos com uma visão holística, que vão da conceituação à implementação das soluções propostas. Para o grupo, a busca por formas e soluções apropriadas é fundamental para o sucesso dos negócios que querem o serviço.

Entrevista
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Na entrevista a seguir, Alexandre Lemos, Francisco Bronze, Gabriel Braga, Mateus Zanon e Victor Papaleo contam um pouco sobre como é o trabalho do escritório e mostram alguns empreendimentos que já se beneficiaram com seus serviços.

O que é o Grande Circular? Como o escritório começou?

O Grande Circular é um escritório de design gráfico que tem como foco trabalhar a imagem de nossos clientes, reforçando as virtudes e, por fim, dando mais credibilidade à empresa. Interpretamos, internalizamos e sintetizamos os valores da empresa por meio de um projeto executado com carinho.

Que tipo de projeto o escritório costuma realizar?

Atualmente, trabalhamos com projetos de identidade visual: logotipo, aplicações e site, editorial, lettering e ilustração.Nosso plano é oferecer um projeto de branding de forma cada vez mais completa, no qual cuidaremos de todos os pontos da empresa em que o design e o conceito estão envolvidos. Da conceituação da marca, do posicionamento da empresa no mercado e do design do serviço oferecido até o projeto arquitetônico, as mídias sociais, os novos produtos e treinamentos. Hoje, fazemos a gestão da marca de alguns clientes, como Café Ernesto, La Boulangerie e Fast Nature.

Quando o assunto é design gráfico, muito se fala em lettering e tipografia. O que são esses conceitos?

Lettering é o desenho personalizado de letras. Nele, as formas das letras são trabalhadas para revelar uma composição específica. O resultado depende da necessidade; portanto, pode tanto ser um logotipo de uma marca (aqui, precisamos levar em consideração que o lettering deve suportar redução e aplicações em diferentes mídias, sem perder legibilidade) quanto servir de ilustração (neste caso, o lettering é desenvolvido para ter uma função mais decorativa).

A tipografia é um sistema de letras mais complexo, projetado para que outras pessoas utilizem-no e consigam compor seus próprios textos em diferentes situações. 


Na tipografia, todas as letras são projetadas para funcionar juntas e em diversas possibilidades de combinação. O “A” desenhado, por exemplo, precisa ser pensado para funcionar prevendo sua combinação com todas as outras letras do alfabeto, facilitando a vida do usuário na hora de fazer as composições. O termo “tipografia” também é utilizado para denominar a atividade de composição de textos, seja ela física ou digital.

De que forma isso pode ser aplicado aos negócios? Fale de um caso que vocês tenham atendido e dos resultados.

Um caso recente é o da Oxen, um box de crossfit da cidade. Criamos um lettering personalizado para o logotipo da empresa que é forte e facilmente reconhecível. Para acompanhá-lo, escolhemos uma família tipográfica (fonte) que serve de suporte para as composições de peças de comunicação da empresa. Esses exemplos mostram a diferença de usos entre lettering e tipografia, aplicados de forma conjunta em uma identidade corporativa.

Além disso, desenvolvemos estampas de camisetas com letterings e ilustrações que conversam com a linguagem que criamos para identidade. Esses são exemplos de lettering utilizados de forma mais decorativa, para chamar a atenção e compor uma peça específica. Como já estávamos inseridos no universo da Oxen, fica fácil reproduzir esse tipo de peça depois de uma identidade pronta. Por isso, gostamos de atender as empresas de forma completa, fica tudo mais coerente quando o trabalho é desenvolvido pela mesma equipe.

Por que o nome Grande Circular? Existe uma relação especial do escritório com a cidade?

Com certeza! O nome é uma homenagem à famosa linha de ônibus que dá a volta no Plano Piloto.

Inicialmente, o escritório era formado por oito amigos/sócios, todos estudantes da UnB. Antes da criação do escritório, já trabalhávamos juntos em alguns frilas e projetos, virando noites nas casas uns dos outros. Com o tempo, foram surgindo projetos melhores, até que um dia apareceu um grande, para desenvolver a identidade de um festival de música, Candango Cantador. Nos juntamos e decidimos alugar uma sala para trabalhar. O aluguel foi pago com o dinheiro desse projeto. Estava complicado trabalhar em casa, virando noite. Precisávamos de um local só nosso, onde pudéssemos desenvolver nossos projetos.

O nome Grande Circular foi pensado porque, no começo, era como um grande coletivo, um espaço colaborativo aonde amigos vinham trabalhar, cada um em seu projeto, mas que eventualmente se juntavam para realizar outros trabalhos. Além disso, por estarmos todos no mesmo local, sempre dávamos pitaco nos projetos dos outros. Então, a gente funcionava como o ônibus, onde pessoas estão dividindo o mesmo espaço, compartilhando experiências, muitas vezes, fazendo coisas diferentes, mas sempre indo na mesma direção.

Que dica vocês dariam para o dono de um pequeno negócio que está iniciando sua empresa? Que ajuda de design gráfico ele poderia começar buscando?

A nossa dica é encarar o design gráfico como parte fundamental do começo do negócio, e não como algo supérfluo, em que só se investe se tiver sobrado algum dinheiro. A imagem da empresa é de suma importância para o relacionamento com os clientes e para a credibilidade que ela terá frente ao público.

 O café Clandestino é um bom exemplo de empreendimento que acertou e investiu em design desde o começo, antes mesmo do que em arquitetura. 


Ter a identidade do café foi fundamental para trabalhar uma linguagem que pôde ser incorporada a todo o ambiente do café, das placas de sinalização aos móveis, dos itens de decoração ao cardápio, tudo trabalhando em conjunto.

Então, apesar de ser um pequeno empreendimento, já começou com uma vantagem competitiva que reforça os ideais da empresa e passa a sensação de confiança tanto para a equipe interna quanto para os clientes. Consideramos que esse é o processo ideal para a construção de uma identidade visual.

Conte um pouco sobre o projeto Dingbats Brasília.

O projeto chegou até nós pelos nossos amigos Bruno Porto e Santiago Mourão, como parte do Retrato Brasília, que mapeou profissionais criativos na cidade. A intenção era criar uma fonte gratuita com representações minimalistas de elementos iconográficos e culturais da cidade que eram pouco explorados.

Queríamos fazer um levantamento e uma reinterpretação de importantes símbolos da cidade que saíssem do lugar-comum, que fossem reconhecíveis pelos brasilienses, queríamos que eles se identificassem com a fonte e tivessem orgulho de usá-la. Parece que está funcionando! Já vimos muitas aplicações legais da fonte a projetos relacionados com a cidade.

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Veja mais imagens do trabalho desenvolvido pelo Grande Circular e entenda a importância do design para as empresas.



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