Seguir uma ideologia, se sentir confortável com um tamanho específico, ter uma religião que influencia no modo de se vestir, ter um estilo de vida que foge aos padrões convencionais de roupa. Investir em diferenciação tem sido considerado um dos caminhos para o desenvolvimento e crescimento da moda brasileira.

Os nichos de mercado são formados por consumidores mais exigentes quanto ao conceito do produto, à sua qualidade e à cadeia produtiva. Cada nicho tem a sua forma particular de comportamento e gosto, e é impactado por mídias específicas.

Entender como funciona o nicho em que se pretende atuar, o cenário e as perspectivas, bem como identificar o que as empresas estão fazendo nesse mercado são ações que podem trazer resultados positivos para o negócio.

Moda Plus Size

Moda plus size ou moda GG é a moda direcionada para pessoas que usam roupas acima do padrão convencional vendido nas lojas, principalmente mulheres, que estão cada vez mais exigentes e sofisticadas. É um mercado que cresce 6% ao ano e movimenta cerca de R$ 5 bilhões, o que representa 5% do faturamento total do segmento de vestuário, segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest).

Embora exista bastante demanda, poucas empresas atuam no mercado, então apostar nesse segmento pode ser uma oportunidade para quem quer abrir uma empresa do ramo ou alavancar os negócios.

 

Moda gestante

 

A moda gestante é um mercado em expansão que pode apresentar uma oportunidade para os empresários do setor de vestuário. Segundo o Censo 2010, 83 milhões de mulheres tiveram filho no país e, em sua maioria, acompanham as tendências da moda. Mas por falta de oferta, acabam usando roupas para não gestantes.

Para quem atua ou deseja atuar nesse segmento é importante estar atento a esse perfil de consumidor, para oferecer produtos que atendam às suas necessidades dentro das tendências da moda, com modelagem adequada à nova forma do corpo, que sejam confortáveis e valorizem sua beleza.



Moda ecológica ou sustentável

O público de moda sustentável é crítico, consciente de seus hábitos de consumo e, por isso, valoriza um produto muito além da modelagem e do belo, levando sempre em consideração a ética, sua relação com a natureza e com as pessoas. Esse público é conhecido como ecofriendly, que tem uma ideologia que incentiva mudanças no estilo de vida para proteger o meio ambiente e a sociedade.

No Brasil esse mercado ainda é pouco explorado. Mas pequenas empresas têm reconhecido o grande potencial em investir nesse nicho, uma vez que o percentual da população brasileira que adere a valores e comportamentos mais sustentáveis de consumo é de 5%, quase 10 milhões de pessoas.

 

Moda evangélica ou gospel

Os brasileiros adeptos da religião evangélica fazem parte de um grupo que movimenta um mercado próprio de artigos religiosos e de produtos feitos sob medida para eles. Em 2010, o Brasil tinha 42 milhões de evangélicos, o equivalente a 22% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é que esse número cresça 39% até 2020.

Esse crescimento tem atraído muitos empreendedores. Para quem quer investir nesse mercado, é importante estar atento ao movimento desse segmento, que, além de atrair evangélicos, vem conquistando outro tipo de público, já que 10% dos consumidores desse nicho não são evangélicos.

 

 

Moda brechó

Os brechós vêm ocupando um lugar diferenciado no varejo da moda por atrair pessoas que procuram peças exclusivas e preços acessíveis, e são mais conscientes com relação ao consumo e sustentabilidade. Vintage, segunda mão, garage sale, clothing swap, recycling, garimpo, troca, escambo, reúso, seminovo, moda sustentável, ressignificação, desapego. Esses são alguns conceitos relacionados aos brechós.

Existem menos de 12 mil pequenos negócios que comercializam artigos usados, o que pode representar uma oportunidade para quem deseja investir nesse segmento, que aponta os brechós como seu maior universo de lojas. Esse mercado oferece baixo risco e concorrência, público bem diversificado e fiel, além de investimento inicial relativamente baixo, se comparado com outros segmentos do comércio varejista.

 

Moda streetwear

O movimento street teve seu início nos anos 1960, com os movimentos de contracultura tão intensos na época. Atualmente, a moda streetwear é direcionada a um público jovem, homens e mulheres que andam de skate ou que se identificam com a cultura e o estilo que estão relacionados a ele. Questão de atitude, a streetwear vai na direção contrária do visual arrumadinho, certinho. As roupas são largas, descombinadas e descomplicadas.

O nicho de moda street tem ganhado importância ao longo dos anos e tem se profissionalizado. O maior desafio do segmento é a inovação e a criatividade em produtos e serviços, uma vez que o público é conectado às tendências de moda e está sempre buscando novidades. Quem deseja atuar nesse nicho tem espaço, mas precisa conhecer bem o público e buscar profissionalização.

 

Moda country

O estilo country no Brasil é uma mistura do tradicional cowboy norte-americano com os trajes utilizados pela elite da Inglaterra em torneios e cavalarias. Ele foi incorporado no dia a dia das pessoas das cidades grandes, que ao longo dos anos contribuíram com elementos que trouxeram sofisticação e requinte aos padrões country.

De acordo com a Confederação Nacional de Rodeio (CNAR), há oportunidades para pequenas empresas prosperarem no setor, com um espaço amplo de crescimento e muita demanda. Abrir uma loja do gênero, portanto, pode ser uma boa oportunidade para explorar um mercado desenvolvimento.

 

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